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Há nos teus seios um vigor divino
Tão túrgidos, tão belos que até creio
Ter sido por Praxísteles teu seio
Talhado com fervor de peregrino

Percebo na esbeltez do talhe fino
A fonte celestial de onde proveio
Esta obra rara, olímpico floreio
Do teu divino encanto feminino

Porém o que me empolga mais que os traços
São dos teus seios os sensuais compassos
No suave palpitar da carne crua

É o louco amor que nos teus seios grita
Entremostrando a fúria que se agita
No corpo escultural de deusa nua

 

 


FRINÉIA